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quinta-feira, 29 de maio de 2014

1423- O Zoológico humano, um século depois - o racismo colonial persiste.

O zoológico humano, um século depois

Oslo pede que dois artistas recriem uma exposição de 1914 para debater o racismo


Grupo de africanos que foi exposto no início do século XX em uma das vilas construídas na Europa.
A ideia não é nova, muito pelo contrário. O que o Kongolandsbyeno, ou Zoológico Humano, faz é reproduzir uma pequena vila que já existiu em Oslo em 1914. Para marcar o primeiro centenário constitucional foi aberta por cinco meses uma exposição de um vilarejo fictício que todos conheciam como Villa Congo. Nele viviam 80 pessoas de origem africana, quase todas do Senegal, que reproduziam costumes africanos para o deleite dos visitantes, para quem tudo aquilo parecia muito exótico. Um milhão e meio de noruegueses, três quartos da população no início do século passado, pagou com gosto o ingresso para ver os africanos vestidos de forma tradicional, cozinhando, comendo e fazendo artesanato em barracas com telhados de palha. Há 100 anos, o próprio rei da Noruega oficializou a abertura da exposição.
A de Oslo não foi a única Villa Congo instalada na Europa. Houve vários zoológicos humanos, também chamados de exposições coloniais. Na Bélgica, Alemanha e França, os africanos e pessoas de outros povos não-ocidentais foram expostos em exposições semelhantes que ajudaram a convencer a opinião pública europeia sobre a necessidade da colonização. Expor os africanos como animais, incivilizados e primitivos, justificava a ida à África, reforçava a ideia de que o Ocidente era a sociedade mais avançada no mundo e garantia o entretenimento em uma época em que poucos tinham acesso a mundos diferentes. A dureza destas exposições chegou a ceifar várias vidas. Na Bélgica, por exemplo, alguns dos 267 congoleses morreram durante a exposição e foram enterrados sem cerimônia em valas comuns no total anonimato.
O norueguês Mohamed Ali Fadlabi e o sueco Lars Cuzner são os artistas arquitetos da atual exposição em Oslo. Uma mostra que custou cerca de um milhão de coroas norueguesas, cerca de 123.000 euros (376.000 reais). A grande diferença em relação a 1914, segundo os artistas, é que aqueles que participam da exposição atual são voluntários. O objetivo que Fadlabi e Cuzner dizem ter é “lembrar o passado e abrir, com a recriação daVilla Congo, um debate sobre o colonialismo e o racismo no mundo pós-moderno”.
O primeiro passo no debate é, de acordo com eles, reconhecer o passado racista da Noruega. Os artistas, que não hesitaram em jogar com a ambiguidade, argumentam que o projeto faz parte de uma discussão honesta sobre a raça. “O racismo é um aspecto desagradável do passado que ainda faz parte do nosso presente”. Eles acrescentam que o complexo de superioridade racial da mente europeia não é uma coisa do passado, é algo do presente. Assim, o zoológico humano norueguês não é necessariamente uma simples reconstrução do passado. É real em muitos níveis.
Algumas organizações do país têm chamado o projeto de racista, infeliz e desumanizante. Muauke B. Munfocol, congolesa residente na Noruega, acredita que o Governo norueguês não deveria ter gastado dinheiro em uma exposição assim. “Alguém poderia questionar por que agora, em vez de concentrar os esforços para reconhecer a existência do racismo, o pagamento das reparações e mudanças na relação histórica, política e cultural com países que não são brancos, o Governo norueguês escolhe financiar um projeto que reforça o seu papel em um sistema global de dominação branca onde os negros são desumanizados espiritual, econômica, social e culturalmente”.
Ela não é a única indignada. Rune Berglund, chefe do Centro de Combate ao Racismo da Noruega, garante que para ele “é difícil ver como este projeto poderia ser feito de uma forma digna”. Até a Embaixada da Bélgica em Oslo pediu que a bandeira belga fosse retirada da entrada da Villa Congo.

terça-feira, 28 de junho de 2011

524- Exposições coloniais 4

Ultima série de cartazes e fotos sobre as exposições coloniais:
Na foto abaixo o movimentos social no Egito (será o fim do domínio da OTAN?) e a falsa revolução iraquiana, mais um ato imperial do que se chama "ocidente"(EUA, Europa ocidental e Canadá)

Depois de invadir todo o planeta os colonizadores não querem os "estrangeiros" em suas terras. Até hoje o considerado diferente (o outro, "eles") é expulso.
As fotos acima mostram as exposições coloniais realizadas na Europa no decorrer do século XX (primeira metade). As fotos ilustram bem o que trabalhamos em sala de aula e nos textos recomendados. Os 500 anos de modernidade e a hegemonia européia. Leiam o texto 197 para entender melhor o que queremos dizer: para isto clique no link a seguir: 
http://joseluizquadrosdemagalhaes.blogspot.com/2011/02/197-teoria-do-estado-primeiras-aulas.html

As fotos mostram cartazes que anunciam as exposições coloniais (zoológicos humanos) assim como fotos das pessoas expostas na época. Vocês podem reparar cartazes de exposições realizadas na França, Belgica, Portugal e Alemanha. São fortes ilustrações da pretensão hegemônica da cultura européia ocidental que agora chega ao fim. Um livro para complementar as ilustrações é o de Immanuel Wallernstein, O universalismo europeu, da editora boitempo, já recomendado neste blog.
Ainda sobre o tema: 

523- Exposições coloniais 3

Terceira série de imagens da exposições coloniais do século XX (zoológico humanos das invasões européias no mundo).

 A desumanização do outro. O dispositivo moderno nós X eles em ação. Os nazistas não inventaram nada novo, isto é a essência da modernidade e do reconhecimento do poder do estado moderno e do direito moderno com seus dispositivos uniformizadores. O direito internacional dá suporte a tudo isto e continua com esta lógica "civilizadora" européia até hoje. O último exemplo é a ordem de prisão internacional contra Kadafi. Ora, se for para prender Kadafi, muitos outros deveriam estar presos. Não se pode fazer uma ordem jurídica internacional com uma mínima pretensão de igualdade e justiça com dois pesos e duas medidas.







As fotos acima mostram as exposições coloniais realizadas na Europa no decorrer do século XX (primeira metade). As fotos ilustram bem o que trabalhamos em sala de aula e nos textos recomendados. Os 500 anos de modernidade e a hegemonia européia. Leiam o texto 197 para entender melhor o que queremos dizer: para isto clique no link a seguir: 
http://joseluizquadrosdemagalhaes.blogspot.com/2011/02/197-teoria-do-estado-primeiras-aulas.html

As fotos mostram cartazes que anunciam as exposições coloniais (zoológicos humanos) assim como fotos das pessoas expostas na época. Vocês podem reparar cartazes de exposições realizadas na França, Belgica, Portugal e Alemanha. São fortes ilustrações da pretensão hegemônica da cultura européia ocidental que agora chega ao fim. Um livro para complementar as ilustrações é o de Immanuel Wallernstein, O universalismo europeu, da editora boitempo, já recomendado neste blog.
Ainda sobre o tema: 

522- Exposições coloniais 2

Continuam as fotos das exposições coloniais no século XX.


As fotos acima mostram as exposições coloniais realizadas na Europa no decorrer do século XX (primeira metade). As fotos ilustram bem o que trabalhamos em sala de aula e nos textos recomendados. Os 500 anos de modernidade e a hegemonia européia. Leiam o texto 197 para entender melhor o que queremos dizer: para isto clique no link a seguir: 
http://joseluizquadrosdemagalhaes.blogspot.com/2011/02/197-teoria-do-estado-primeiras-aulas.html

As fotos mostram cartazes que anunciam as exposições coloniais (zoológicos humanos) assim como fotos das pessoas expostas na época. Vocês podem reparar cartazes de exposições realizadas na França, Belgica, Portugal e Alemanha. São fortes ilustrações da pretensão hegemônica da cultura européia ocidental que agora chega ao fim. Um livro para complementar as ilustrações é o de Immanuel Wallernstein, O universalismo europeu, da editora boitempo, já recomendado neste blog.
Ainda sobre o tema: 

521- Exposições coloniais 1

As fotos abaixo mostram as exposições coloniais realizadas na Europa no decorrer do século XX (primeira metade). As fotos ilustram bem o que trabalhamos em sala de aula e nos textos recomendados. Os 500 anos de modernidade e a hegemonia européia. Leiam o texto 197 para entender melhor o que queremos dizer: para isto clique no link a seguir: 
http://joseluizquadrosdemagalhaes.blogspot.com/2011/02/197-teoria-do-estado-primeiras-aulas.html

As fotos mostram cartazes que anunciam as exposições coloniais (zoológicos humanos) assim como fotos das pessoas expostas na época. Vocês podem reparar cartazes de exposições realizadas na França, Belgica, Portugal e Alemanha. São fortes ilustrações da pretensão hegemônica da cultura européia ocidental que agora chega ao fim. Um livro para complementar as ilustrações é o de Immanuel Wallernstein, O universalismo europeu, da editora boitempo, já recomendado neste blog.
Ainda sobre o tema: 

Seguem as imagens:







 Este cartaz é impressionante. A França levando civilização aos selvagens.

Mais fotos na próxima postagem!